Ícone das câmeras de ação, GoPro é vendida por US$ 285 milhões
A GoPro, marca que praticamente definiu o que é uma câmera de ação, vai mudar de mãos. Em 1º de setembro de 2026, a empresa anunciou um acordo de fusão com a Starman Optical, fabricante americana de tecnologia óptica. O negócio é avaliado em cerca de US$ 285 milhões (aproximadamente R$ 1,45 bilhão), e a conclusão está prevista para antes do fim do ano, dependendo de aprovações regulatórias.
A venda vem depois de um período de forte pressão financeira. No segundo trimestre de 2026, a GoPro registrou prejuízo líquido de US$ 51 milhões, e a receita caiu 31% em relação ao ano anterior. A receita de hardware, que é o coração do negócio, recuou quase 40%. A própria empresa admitiu, em documento oficial, haver “dúvida substancial” sobre sua capacidade de continuar operando.
Antes disso, a GoPro já havia anunciado, em abril, um corte de cerca de 23% do quadro de funcionários. Em maio, abriu uma revisão de alternativas estratégicas, que incluía venda ou fusão. Em julho, o fundador e CEO, Nick Woodman, aportou US$ 20 milhões para manter as operações.
O que muda para quem usa GoPro
Segundo a empresa, câmeras, assinaturas e o app Quik seguem com suporte total. Em carta à comunidade, Woodman afirmou que fazer câmeras para consumidores e profissionais continua sendo o “DNA” da GoPro e que a fusão dará mais fôlego financeiro para inovar.
A dúvida está no longo prazo. A Starman é conhecida por transceptores ópticos usados em data centers de inteligência artificial, e a estratégia comunicada mira mercados comerciais e de defesa, além do consumidor. Ainda não há detalhes sobre o ritmo de lançamentos de novas câmeras depois da fusão.
Para o esporte outdoor
Da corrida de montanha ao mountain bike, do surfe ao paraquedismo, a GoPro ajudou a criar a linguagem visual dos esportes de aventura. Ela também enfrenta hoje uma concorrência global cada vez mais forte no segmento. Para atletas, produtores de conteúdo e fotógrafos, o cenário é de atenção: os modelos atuais continuam funcionando e recebendo suporte, mas o futuro da linha de consumo dependerá do que a nova controladora decidir nos próximos meses.
