Ultra Brigadeiro movimenta o Trail Running na Zona da Mata Mineira

No coração da Zona da Mata mineira, onde a neblina cobre as cristas quase o ano todo e a Mata Atlântica ainda guarda espécies que a ciência mal conhece, acontece um dos desafios de trail running mais singulares de Minas Gerais. No dia 20 de junho de 2026, o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro abre suas portarias em Araponga para a primeira edição do Ultra Brigadeiro — prova que combina altitude, tecnicidade e a beleza bruta de um dos últimos grandes remanescentes florestais do estado.

Um cenário fora do comum

O Parque Estadual da Serra do Brigadeiro ocupa o extremo norte da Serra da Mantiqueira, nos municípios de Araponga, Fervedouro, Miradouro, Muriaé e mais cinco cidades da região. Com picos que ultrapassam 1.900 metros — o Pico do Boné chega a 1.870 m, e a Pedra do Pato a impressionantes 1.908 m —, o parque é uma reserva vital para duas das maiores bacias hidrográficas do estado: o Rio Doce e o Paraíba do Sul. A neblina que encobre as serras não é apenas cenário: é presença constante durante a corrida, tornando cada trecho da trilha um universo à parte.

É exatamente esse ambiente que o Ultra Brigadeiro propõe explorar.

A largada acontece na sede do parque, na Estrada Araponga-Fervedouro, km 15, em zona rural de Araponga. O acesso à cidade, que fica a 290 km de Belo Horizonte pela BR-262 e BR-482.

O Ultra Brigadeiro oferece mais de uma distância, contemplando desde atletas que estreiam no trail de montanha até ultrarunners experientes prontos para horas de corrida em terreno técnico e úmido. O desnível acumulado, característico da serra, coloca à prova a musculatura de qualquer corredor — subidas íngremes e descidas sobre raízes e pedras molhadas pelo sereno são a marca registrada do percurso.

Por que ir

Além da prova em si, Araponga é um destino que merece tempo. A cidade — que leva o nome do pássaro de canto inconfundível que habita a mata fechada — tem pousadas de montanha, culinária mineira de fogão à lenha e acesso a trilhas que, fora do contexto da corrida, atraem senderistas, observadores de aves e fotógrafos de natureza do Brasil inteiro.

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